MINAS GERAIS VAI FAZER GREVE DE COMBUSTÍVEL

Os petroleiros de Minas Gerais decidiram continuar a greve que foi iniciada no sábado (26) e projetam desabastecimento de combustível em todo o Estado a partir da próxima terça-feira (29). Vale reforçar que a FUP (Federação Única dos Petroleiros) suspendeu o movimento antes de começá-lo, mas os trabalhadores mineiros mantiveram o protesto – 13 dos 18 sindicatos de petroleiros existentes no Brasil fazem parte da FUP.

“Para a nossa greve terminar é preciso que a categoria decida. Nesta semana teremos várias assembleias para decidir pela continuidade ou não e a decisão final acontecerá na próxima sexta (1º)”, explica ao BHAZ Anselmo Braga, coordenador do Sindipetro-MG (Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais).

Os petroleiros de Minas reivindicam que não aconteça a venda da refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. “Nós queremos chamar a atenção da população sobre o que está acontecendo. Os trabalhadores estão com condições precárias de trabalho, pois a refinaria não está tendo manutenção e isso faz aumentar o número de acidentes. Não estamos nem pedindo aumento real de salário. Queremos que a venda não aconteça”, destacou.

Segundo Anselmo, muitos trabalhadores poderão perder seu empregos, caso a refinaria seja vendida, pois, segundo o próprio, isso foi informado por Cláudio Costa, gerente Executivo de RH (Recursos Humanos) da Petrobras. “Ele disse que com a venda alguns serão transferidos e outros demitidos. A nossa greve também é para manter o emprego de muitos”.

SEM COMBUSTÍVEL

A possibilidade de faltar combustível nos postos é real, devido à falta de acordo entre o sindicato e a Regap. “O desabastecimento total não é a nossa intenção. Estamos tentando garantir que a refinaria tenha o mínimo de trabalhadores para que não falte [combustível], porém eles estão sendo intransigentes. O risco é real e a partir de terça-feira pode ocorrer o desabastecimento em Minas Gerais e Brasília”, informou.

O Sindipetro-MG representa todos os trabalhadores da Petrobras no Estado que entre os da ativa e aposentados chega a 3 mil.
Na última sexta, o presidente do Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais), órgão que representa os postos de combustível, Carlos Eduardo Mendes, confirmou que há um sinal de alerta para uma nova crise de abastecimento.

“A greve é dos petroleiros e, quanto a isso, não temos o que falar. Mas, se a refinaria parar por mais de três dias, começa afetar o abastecimento dos postos. Não acreditamos que há espaço para isso, diante do cenário de crise que o país vive, não podemos passar por outra crise de combustível”, disse.
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