Operação do Gaeco prende sete pessoas e 69 armas em Pouso Alegre e região

Arsenal inclui armas de diversos calibres. Segundo o promotor do Gaeco, as armas eram comercializadas para criminosos que praticam assaltos em Pouso Alegre e região. Até munição para fuzil foi apreendida. As investigações duraram cinco meses.


Nesta quinta-feira (28), o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou uma operação de combate à posse e ao comércio ilegal de armas de fogo. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Pouso Alegre e outras quatro cidades da região.

Durante a operação foram apreendidas 69 armas de fogo de diversos calibres, sendo longas e curtas, carregadores e munições. Sete pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal e possível comercialização dessas armas e munições. A operação foi realizada em Pouso Alegre, Monte Sião, Ipuiuna, Conceição dos Ouros e São João da Mata.

De acordo com o promotor de justiça Fabiano Laurito, coordenador do Gaeco unidade Pouso Alegre, as investigações duraram cinco meses. “No curso das investigações de roubos ocorridos em Pouso Alegre e região, detectamos que havia um comércio ilegal de armas que estavam indo parar nas mãos de criminosos. A partir disso, iniciamos as investigações e conseguimos fazer as apreensões de hoje”’, conta o promotor.

Ainda segundo o promotor de justiça, algumas dessas pessoas que estariam vendendo armas se passavam por atiradores, inclusive com registro para a atividade. “Mas isso era um pretexto para comercializar armas, fazer contatos. O objetivo da ação do Gaeco é retirar essas armas de circulação e impedir que caia nas mãos de bandidos”, explicou.

Entre as armas apreendidas estão espingardas, cartucheiras, carabinas, revólveres e pistolas. Tem ainda sete carregadores, dois silenciadores e diversas munições, incluindo munição de fuzil.

Os presos e o material apreendido foram encaminhados para as delegacia da Polícia Civil em Pouso Alegre e Monte Sião.

A operação envolveu 50 policiais militares e um promotor de justiça.
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