Exames descartam casos de Coronavírus em família internada em Pouso Alegre-MG

A família de Varginha, no Sul de Minas, que estava internada em isolamento no Hospital das Clínicas Samuel Libânio (HCSL), em Pouso Alegre, com suspeita do novo coronavírus já pôde voltar para casa. Os três pacientes receberam alta na manhã desta quinta-feira, dia 05 de março, após os exames feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, darem negativo para a presença do coronavírus.

Anderson, Karina e Lowell já voltaram para casa. Família se sentou ao lado do diretor do HCSL durante coletiva de imprensa.
 Foto: Magson Gomes/Terra do Mandu

A boa notícia foi dada em uma entrevista coletiva, com a presença dos diretores do hospital, do prefeito de Pouso Alegre e parte da equipe que cuidou da família.

O diretor técnico do hospital, o médico Alexandre Hueb, explicou que os exames descartam a presença do novo coronavírus. Ainda de acordo com o médico, a família estava com uma síndrome gripal ou teve uma infecção de vias aéreas de característica bacteriana.

“Hoje constatamos, através dos exames da Fundação Oswaldo Cruz, que eles não são portadores do novo coronavírus. Foi uma experiência intensa para eles e para nós de tratarmos de uma doença nova, de características diferentes do habitual. Mas, felizmente, pudemos oferecer um tratamento adequado, com dignidade e humanidade. E eles estão muito bem clinicamente. Tenho certeza que eles vão ter uma vida sem nenhum problema e seguem em frente”, afirmou o diretor técnico do HCSL.

Anderson Fazzion, de 48 anos, a esposa dele, Karina Fazzion, de 46 anos, e o filho do casal, Lowell Fazzion, de 21 anos, ficaram oito dias em isolamento numa área do hospital.

Família ficou 15 dias na Europa, passando pela Itália e França. Quando chegou no Brasil, na terça-feira de Carnaval, apresentava os sintomas gripais. Anderson conta que resolveu acionar a secretaria municipal de Saúde de varginha por causa situação que estava acontecendo na Itália e pelo primeiro caso confirmado de coronavírus aqui no Brasil.

“A gente sabia que a nossa saúde, de certa forma, estava bem. A gente quis evitar um mal maior, tanto para nossa família como para a comunidade que nós vivemos. Então, nosso temor maior de ser o propagador. Por isso, nós tomamos a atitude de comunicar toda nossa viagem e o que estava acontecendo desde que a gente chegou”, explica Anderson.

Anderson, que é policial militar aposentado, falou desse período de espera pelo resultado. Ele afirma que a família esteve sempre tranquila e agradece a equipe do hospital que cuidou deles. Anderson afirma que o que mais incomodou foi perceber o preconceito das pessoas nos comentários nas redes socais.

“Pessoas desinformadas, que não procuraram saber da realidade. Para nós era uma gripe, não conhecida até então. A parte triste para nós foi ver a conduta do pessoal nas redes sociais. Algumas coisas que foram ditas por desconhecimento, desinformação. Pra mim foi o pior de tudo”, afirma.

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Antes do resultado da Fiocruz, na semana passada já havia saído o resultado da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, onde foram investigados nove tipos de vírus e nenhum foi detectado, passando os exames para a Fiocruz, credenciada pelo Ministério da Saúde para o diagnóstico do novo coronavírus.

A família deu entrada no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre, na quarta-feira de Cinzas. Os três ficaram numa área isolada do hospital. Uma equipe de cinco médicos e 10 enfermeiras e técnicos se revessavam no atendimento.

TRATAMENTO DURANTE O ISOLAMENTO

“O tratamento, como eles tiveram manifestações brandas da síndrome gripal, foi através da utilização e medicações sintomáticas como antitérmicos, medicamentos para dores, nada específico. Se por ventura, nós tivéssemos uma contaminação por coronavírus, infelizmente, nem aqui no Brasil, nem em no mundo, nós temos o tratamento específico para o novo coronavírus”, explica o diretor técnico do hospital.

Ainda de acordo com o diretor do HCSL, conforme o novo protocolo do Ministério da Saúde para suspeitas de coronavírus, no caso da família de Varginha nem seria necessário os pacientes serem encaminhados para o hospital.

“Neste momento, por conta da grande propagação dos casos suspeitos, a orientação é que os pacientes fiquem em isolamento domiciliar. Se as manifestações respiratórias não forem brandas, caso sejam mais severas, aí sim, o contingenciamento e o tratamento é hospitalar”, explica o diretor Alexandre Hueb.


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