Mahle volta as atividades e funcionários ficam em Lay-off em Itajubá-MG

A Mahle de Itajubá tem cerca de 2.400 funcionários. Com a pandemia do novo coronavírus a empresa e o sindicato entraram em negociação para minimizar os impactos aos trabalhadores. 



O programa Espaço Livre desta segunda-feira, dia 20, recebeu o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Itajubá, Paraisópolis e Região, José Carlos dos Santos.


O sindicalista explicou que foram realizadas três reuniões com a Mahhe, a última no dia 13 de abril. Nesta ficou definido o retorno gradativo de 40% dos funcionários. “40% do funcionários retomam até amanhã. Eles terão redução de 25% nos salários e a jornada reduzida”, diz.

Santos esclareceu ainda que o restante dos trabalhadores estão no sistema lay-off, nele os contratos estão suspensos por dois meses e o empregado fica em casa recebendo. “Lutamos para os de lay-off manter os benefícios, como cesta básica, convênios médicos e odontológicos, auxílio creche e seguro de vida”, relata.

A Mahle de Mogi Guaçu demitiu 400 pessoas. O sindicato de Itajubá tentou estender a garantia aos operários por mais tempo, porém na negociação ficou o prazo do Governo Federal, dois meses. “Estamos torcendo para que quando chegar o dia 2 de maio, a demanda tenha melhorado e chamem mais trabalhadores que estão em casa, pois estão todos com medo de demissão. Quem está em Lay-off, se for demitido futuramente, perde o direito ao seguro desemprego e vamos lutar contra isso”, conclui.

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O que é Lay Off

Lay Off é o termo usado em referência a um conjunto de medidas temporárias que as empresas podem adotar em períodos de crise, a fim de reduzir despesas de pessoal sem realizar o desligamento de seus funcionários.

Entre as medidas de Lay Off mais comuns, temos a redução da jornada de trabalho diária e a suspensão dos contratos de trabalho.

Casos em que o Lay Off é praticado

O Lay Off é uma medida utilizada pelas empresas quando existem situações de mercado, estruturais, tecnológicas ou, ainda, associadas a catástrofes, que afetam gravemente as operações, colocam em risco a viabilidade do negócio e prejudicam a manutenção, em longo prazo, dos postos de trabalho. Em outras palavras, é um último recurso, uma medida emergencial. 

Um bom exemplo é o caso de Portugal que, em 2020, diante da epidemia de Coronavírus, decidiu aprovar uma facilitação no lay off para empresas afetadas pelas consequências econômicas do vírus. A proposta é que negócios com queda de faturamento de 40% ou mais possam fazer um lay off de até seis meses dos seus funcionários. A medida protege negócios que poderiam fechar nesse momento de crise e garante que os trabalhadores ainda terão um emprego quando a situação se normalizar. 

No Brasil, o lay off também já foi utilizado, por exemplo, pela Mercedes-Benz em 2012, quando a empresa apresentava severa baixa nas vendas em consequência de uma crise do setor automotivo. Na época, houve protestos do sindicato, pois a empresa tentou demitir mais de 400 funcionários temporários que estavam em lay off.

Vale a pena lembrar que, segundo a lei brasileira, o desligamento de empregado durante o período de lay off ou nos três meses subsequentes obriga a empresa ao pagamento de multa rescisória adicional.

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