Mulher de 46 anos morre após ter atendimento negado em UBS de Itajubá-MG

Uma mulher de 46 anos morreu na madrugada de sexta-feira, 10 de abril após ter atendimento negado em um posto de saúde de Itajubá. Ela fazia tratamento contra o câncer, tinha diabetes e era hipertensa.

O filho dela, Luiz Gustavo Firmino, denunciou o descaso dos atendentes e médicos da Unidade Básica de Saúde (UBS), do bairro Nossa Senhora de Lourdes, que se recusaram a atender sua mãe em casa mesmo sendo paciente do grupo de risco.

Mulher teve atendimento em casa negado por atendentes de UBS. Fonte: Google Maps

Segundo o rapaz, a mãe se queixava de dificuldade de respirar e apresentava uma infecção nas nádegas. “Minha mãe era do grupo de risco. Ela era hipertensa, diabética e tinha bronquite asmática”, contou à reportagem da Rádio Itajubá na manhã desta segunda-feira, 13 de abril.

De acordo com ele, a mulher não procurou pelo Hospital de Clínicas devido à nota emitida pela prefeitura pedindo que pacientes não fossem até os hospitais e pronto-socorros da cidade devido ao risco de contágio do novo coronavírus.

A prefeitura teria informado, segundo ele, que médicos poderiam visitar os pacientes do grupo de risco em casa. Com isso, ela decidiu pedir auxílio no posto de saúde, como recomendado pela prefeitura. “Ela ligou no posto de saúde do Novo Horizonte, onde era tratada, e no no posto de saúde do Nossa Senhora de Lourdes., pois a Prefeitura divulgou que ele estaria funcionando no feriado. Falaram pra ela que não podiam atender ela em casa. Que o médico não podia deixar o posto, nem um enfermeiro. Que era para ela pegar uma condução e ir para o pronto-socorro”, conta Luiz Gustavo.

Por ser do grupo de risco, a paciente não foi até o hospital. “A Prefeitura divulgou que e o médico poderia ir atender na residência para quem é de risco, então eles negaram essa ida até ela”, disse o filho. Após pedir ajuda na quinta-feira a tarde, dia 9 de abril, para os atendentes da UBS, ela não resistiu e morreu durante a madrugada do dia seguinte, em casa.

Segundo Luiz Gustavo, a autópsia feita no Hospital de Clínicas apontou que a mãe faleceu de parada cardíaca e edema agudo no pulmão. O grande problema, para ele, foi a negligência da saúde pública municipal, pois a UBS do bairro Nossa Senhora de Lourdes se recusou a mandar um profissional atendê-la em casa.
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