Polícia Civil investiga morte de cachorra em Itajubá-MG

O médico veterinário da Clínica Santa Terezinha, Júlio César Sobreiro, participou do programa Espaço Livre da Rádio Itajubá desta sexta-feira, 24 de abril, para falar do envenenamento de uma cachorra prenhe nas dependências do estabelecimento.

De acordo com o profissional, a pastora alemã Layka, que estava prenhe de 10 filhotes, era de um amigo, mas estava há um ano sob seus cuidados. “Cuidava dela há um ano. A levei para a roça, porém ela não se adaptou, por isso, estava na clínica”. Segundo Júlio, o local tem um canil fechado e seguro, mas, mesmo assim, conseguiram jogar o veneno. “Na necropsia retirei uma grande quantidade de chumbinho do estômago da Layka”, relatou.

A Polícia Civil está investigando os autores do crime e o comércio do veneno na cidade. O agrotóxico Aldicarbe, popularmente chamado de “chumbinho”, é um produto clandestino, altamente tóxico e utilizado como raticida. A compra e venda deste produto é crime no Brasil, Lei 9605/98, com penas que variam de um a quatro anos de prisão, mais pagamento de multa.

O responsável pelo envenenamento ainda pode ser enquadrado no crime de crueldade contra animais, Lei de Contravenções Penais e Lei de Crimes Ambientais (Lei 3688/41, art. 64), que resulta em detenção de três meses a um ano, além de multa.

fonte: Rádio Itajubá.
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