2ª Onda de Covid-19 na Europa


A variante, segundo reportagem publicada nesta quinta-feira 29 pelo jornal Financial Times, teria surgido na Espanha e se disseminado a outros países pela falta de barreiras nos aeroportos e pela temporada de verão no continente.
A hipótese será publicada em um artigo científico e foi adiantada pelo jornal. Segundo o estudo, que ainda será revisado por pares – prática científica comum -, uma equipe internacional de cientistas teria descoberto que mais de 80% dos novos casos registrados no Reino Unido teriam a variação genética identificada como 20A.EU1. 

Uma outra variação do coronavírus, nomeada como D614G, já foi apontada como detentor de maior potencial infeccioso. Ainda não é possível identificar, pela falta de estudos, se também é o caso do 20A.EU1. 


E no Brasil?

O cenário de uma nova onda no Brasil com a prevalência de cepas diferentes das que foram encontradas no País é uma possibilidade real, diz o médico Miguel Nicolelis – também coordenador do Projeto Mandacaru, que mapeia os casos de coronavírus nos estados do Nordeste.

Em um boletim sobre a 40ª semana epidemiológica na região, publicado na última sexta-feira 23, Nicolelis afirma que o comitê científico reunido defende “implantação, em todos os aeroportos, de estandes sanitários com equipes de saúde munidas de folhetos informativos, equipamentos de aferição de temperatura e kits de testagem rápida de passageiros provenientes do exterior”, além de quarentena de 14 dias para turistas que não apresentarem teste negativo contra a Covid-19 no desembarque.

“Já passamos por essa situação de ver os acontecimentos primeiro na Europa e depois se reproduzindo aqui. Temos uma oportunidade, desta vez, de não deixar isso se repetir”, reforçou Nicolelis.

Novamente confinamento na Europa

Bares, restaurantes, lojas e lugares de lazer se preparam para fechar as portas na França e Alemanha, como parte de um novo confinamento imposto pelos governos contra uma segunda onda do vírus que atinge com força a Europa e gera temores de ser ainda mais mortal.

O vírus permanece imparável mais de 10 meses depois de ter sido detectado na China e já provocou cerca de 1,2 milhão de mortes no mundo, com 44,6 milhões de casos, segundo um balanço realizado pela AFP nesta quinta-feira às 8h00 (Brasília) com base em fontes oficiais.

Atualmente, avança a um ritmo de meio milhão de novos casos por dia, de forma acelerada na Europa, o que levou países como França, Itália, Espanha e Alemanha a retomarem medidas restritivas, embora um pouco mais leves do que na primeira onda pandêmica na primavera.
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