décembre 6, 2021

Jornal O Aperitivo

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O que sabemos sobre a nova variante que surgiu na África do Sul, o que deixa as autoridades ansiosas

B.1.1.529, já presente no Botswana e até mesmo em Hong Kong, fica atrás do aumento “rápido” de casos na África do Sul.

Ainda não recebeu o nome do alfabeto grego. B.1.1.529, uma nova variante do Covit-19 foi descoberta na África do Sul. Não é de surpreender que as variantes do vírus corona tenham aumentado desde o início da crise de saúde.

Este B.1.1.529 pode muito bem se juntar à lista de variantes consideradas “preocupantes” estabelecida pela Organização Mundial da Saúde à luz do “interesse” ou de dados relatados recentemente. Altamente contagioso e com muitas mutações, dá início à mais importante epidemia do país africano. Uma “grande ameaça” que preocupa as autoridades de saúde.

Possibilidade de espalhar “muito rápido”

A variante B.1.1.529 tem um número “muito alto” de mutações, com o apoio da equipe da Universidade Kwazulu-Natal, que, de acordo com a equipe do KRISP Research Institute, já descobriu a variante beta no ano passado.

“Podemos ver que tem potencial para se espalhar muito rapidamente”, disse o virologista Túlio de Oliveira. Conferência de imprensa online presidida pelo Ministério da Saúde.

A eficácia das vacinas não foi estabelecida

As primeiras mutações do vírus, na medida em que dominam a variante, tornam-no mais contagioso: é o nível da variante delta que foi descoberta pela primeira vez na Índia e, de acordo com a OMS, a eficácia das vacinas é reduzida em 40%. Resistência do governo à transmissão de doenças.

Neste ponto, os cientistas sul-africanos não têm certeza sobre a eficácia das vacinas existentes contra a nova forma do vírus.

“O que nos preocupa é que esta variante não apenas aumentou a capacidade de transmissão, mas também pode atravessar certas partes do nosso sistema imunológico”, disse o professor Richard Lessels, outro pesquisador.

Ja esta no exterior

Até o momento, foram registrados 22 casos, afetando principalmente jovens, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NICD). Também foram relatados casos na vizinha Botswana e Hong Kong contra um homem que voltou para a África do Sul.

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A OMS se reúne nesta sexta-feira para determinar o risco dessa variação. “Existem muitas variações, mas algumas não afetam a progressão da doença”, disse John Enkengkong em uma entrevista coletiva do Centro para Controle e Prevenção de Doenças da União Africana (CDC da África).

Mas já “o número de casos detectados e a porcentagem de testes positivos estão aumentando rapidamente”, disse o NICD em um comunicado, especialmente nas províncias mais populosas de Pretória e Joanesburgo.

Uma terrível nova onda na África do Sul

As unidades de saúde devem esperar uma nova onda de pacientes nos próximos dias ou semanas, alertam os cientistas.

A África do Sul, oficialmente o país mais infectado do continente, tem experimentado novos aumentos na poluição nas últimas semanas. O Ministro da Saúde Joe Pahla disse que o primeiro motivo para a variação delta foi que esse aumento “rápido” foi causado pela última forma modificada, que representava uma “grande ameaça”.

Seu aparecimento “reforça o fato de que este inimigo invisível com o qual lidamos é altamente imprevisível”, acrescentou.

Existem cerca de 2,9 milhões de casos de Govt-19 na África do Sul, resultando em 89.600 mortes. Mais de 1.200 casos novos foram registrados na quarta-feira nas 24 horas, ante 100 no início do mês. As autoridades temem que a nova epidemia possa se espalhar até o final deste ano. Apenas 35% dos adultos elegíveis estão totalmente imunizados.

Higue Garnier com AFP BFMTV Reporter